O objetivo do MP seria investigar um suposto enriquecimento ilícito do presidente Kalil, que realizaria empréstimos, durante o período de 1998 a 2005, ao Atlético-MG e receberia o pagamento com juros acima dos valores do mercado. A investigação foi instaurada em 2005 e ainda não foi concluída.
O pedido do Ministério Público foi, todavia, indeferido para todos os investigados pela 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, como revela a própria matéria. Segundo a relatora do processo, Áurea Brasil, o MP não tem legitimidade para investigar times de futebol, por não se tratar de dinheiro público.
O presidente Kalil afirmou, também, que todos os empréstimos realizados foram com objetivo de ajudar o Galo, e que não se arrepende das transações.
- Se tivesse que fazer tudo novamente, faria, já que tudo que fiz, naquele momento, além de legal, foi única e exclusivamente com a intenção de socorrer meu clube em um momento difícil.
Veja, na íntegra, a nota oficial de Alexandre Kalil
"Em respeito aos meus filhos e à grande torcida atleticana, venho mostrar minha indignação sobre a matéria veiculada hoje, dia 17 de Janeiro, no jornal O Globo, na qual o Ministério Publico de Minas Gerais questiona empréstimos feitos por mim ao Atlético, 11 anos atrás. Esclareço que:
1. Nunca fui sequer chamado pelo Ministério Público para qualquer esclarecimento.
2. A estratégia intimidatória não vai funcionar. Causou estranheza que tal assunto, já explorado e esclarecido em outras ocasiões, tenha vindo à tona agora, quando travo mais uma batalha em defesa do Atlético. Tenho a consciência tranquila e as mãos limpas, e vou continuar buscando os objetivos que entendo interessantes para o clube.
3. Coloco as contas e toda a documentação pedida na referida ação, que não conheço, à disposição do Ministério Público.
4. Esses empréstimos nunca circularam em minha conta, nem na conta de minha empresa. Eram tomados no banco em meu nome e transferidos diretamente ao clube, que por sua vez pagava, também diretamente à instituição financeira, como prova toda documentação que tenho em minhas mãos. Tal transação será devidamente comprovada na quebra de meu sigilo bancário.
5. A transação em questão foi aprovada, quando à época, passou por auditoria interna e externa, estando também a documentação em meu poder, assim como no clube.
6. Se tivesse que fazer tudo novamente, eu o faria, já que tudo que fiz, naquele momento, além de legal, foi única e exclusivamente com a intenção de socorrer meu clube em um momento difícil.
Alexandre Kalil
Presidente"
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